Vírgula

Destemida ela desloca
Autoritária ela retém,
Explicitando em silêncio
O valor que as pausas têm.

Vários são os sentimentos
Traduzidos por uma vírgula
Pausas longas, pausas curtas
Entre a morte e a vida.

Uma simples pausa pode
E muda os rumos da frase,
Bem como na vida as pausas
Intermedeiam cada fase.

As pausas, na realidade, são rotas
Tanto de fuga quanto de escape
Sair pela tangente do problema
Antes que suas raízes nos matem.

por Júnio Liberato

Compartilhe esse post:

Uma resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Um poema emocionante sobre a vida no campo, o orgulho das raízes, o amor pelos animais, a família e as verdadeiras riquezas do interior.
Há histórias impossíveis que se vivem a sós, no silêncio de nossas mentes, sem que hajam meios de ganhar cor, vida e liberdade.
Meta descrição: Em um delicado diálogo entre um homem e um canarinho, este poema celebra a amizade, o poder da música e a esperança de um amor verdadeiro capaz de vencer a solidão.