Assim como trocar os sapatos,
Nos bastidores de uma ópera
Na sagacidade de uma fagulha
Ou, de uma mera ilusão de ótica.
No mesmo ritmo de um trem
Ora, um jato supersônico de guerra
Feito o ruir de uma estrutura,
Pelo terremoto que assola a terra.
Tão repentino quanto um assalto
Em que se tem um bem tomado
Breve, semelhante uma miragem
Onde todo o juízo é deturpado.
Fugaz, feito um ataque cardíaco
No auge de uma hipertensão
Ligeira como um animal selvagem
A fugir de um predador em vão.
Esgueirando-se aqui e ali,
Nos cotidianos conflitos,
Piscar de olhos tão breve
Estalar de dedo aflitos.
É a vida pedindo passagem
Atropelando os indecisos;
É a vida, pedindo passagem,
Empurrando os iludidos;
É, a vida, pedindo passagem
Ignorando pedágios e silvos.
É a vda passando, sem pedir
Opinião ou permissão aos vivos.
por Júnio Liberato