Cena

O mundo é um palco de falsos atores,
E um ato omissivo revela mais que a cena
A maquiagem assaltando a identidade
O piso é o teto; pirâmide escalena,

As cortinas de camurça sempre se abrem,
Mas as máscaras, essas quase nunca caem,
Uma mão sempre a acode antes a tempo
Enquanto as verdadeiras se esvaem,

E se todos fôssemos protagonistas?
Fácil! Os vilões logo destes surgiriam,
A cena sempre exige dois pólos,
Dois opostos que jamais se atrairiam.

por Júnio Liberato

Compartilhe esse post:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Um poema emocionante sobre a vida no campo, o orgulho das raízes, o amor pelos animais, a família e as verdadeiras riquezas do interior.
Há histórias impossíveis que se vivem a sós, no silêncio de nossas mentes, sem que hajam meios de ganhar cor, vida e liberdade.
Meta descrição: Em um delicado diálogo entre um homem e um canarinho, este poema celebra a amizade, o poder da música e a esperança de um amor verdadeiro capaz de vencer a solidão.