Ensaios

Muitos dos ídolos que criamos durante a vida tem seu estopim naqueles que nos são passados e ensinados na infância. Talvez eu tenha me tornado um idólatra, mas não destes que venera um cantor ou cineasta, mas sim, daqueles que se entrega às mais febris paixões como se elas fossem absolutas, e de certa forma, elas são. Sou um idólatra.
A minha vida sempre foi uma incógnita imperfeita de uma confusa equação, ora variável, ora constante, mas de todo modo, imprevisível e misteriosa. Serei capaz de dar os próximos passos?
Muitas pessoas ainda são românticas, no entanto, ser romântico é algo amplo que significa muita coisa, não se limita apenas a dar flores, perfumes, ou fazer surpresas regadas a uma bela chuva de pétalas, vai muito além disso, começa num olhar e vai até o fim da vida juntos. Você se considera romântico à moda antiga?
A vida é maravilhosa, entretanto viver se tornou um ato de coragem num mundo que se transformou num campo de batalha, visto que a modernidade nos cerca de padrões de consumo e de beleza que beiram o sobrenatural. Os costumes perderam o valor, as pessoas perderam a essência e os produtos nos são empurrados a força goela abaixo. O consumismo se tornou um alimento necessário para saciar a fome e a sede do nosso ego inflado, e as pessoas, especialmente as de classes mais baixas se tornaram o degrau que leva o os doutores do globalismo à máxima ascensão.
A contemporaneidade se assemelha a uma imensa ampulheta, o tempo está se esgotando, nossa vida vai se encurtando cada dia mais e o que temos feito? Assim como os numerosos grãos de areia desta mesma ampulheta, temos bilhões de maneiras e possibilidades distintas de levá-la e conduzi-la, porém, nem toda forma de viver é justa. Sem amor, nada vale, nada prospera. Sem amor ao que fazemos, e à nossa própria existência e, para complementar, amor ao próximo, a vida não caminha bem e obstáculos além dos necessários começam a surgir em nosso caminho. Será que de fato vivemos na era anti-amor?
O que esperar da vida? Ou melhor, devemos esperar ou buscar algo durante o curto período de nossa existência? Parece que as respostas para estas perguntas são a chave de todo mistério que muitos gostariam de desvendar e compreender, entretanto, a vida é uma passagem onde muitos dos acontecimentos são avulsos, adventícios à nossa sapiência e à nossa autoridade. A existência é um cofre segredado por charadas, as dissoluções estão todas ocultas.
A vida, apesar de ser extremamente complexa, pode ser comparada a um simples dado. Quando um ou mais lados dessa, estiverem voltados para o escuro, vire-se imediatamente à procura dos outros que estejam voltados para a luz.
A vida será como uma ponte longa, larga e estreita, por muitas vezes você se sentirá extremamente cansado durante a travessia, mas, atravessá-la até o fim, será a única maneira de obter o descanso.
 É realmente preocupante o abismo para o qual estamos caminhando, e o pior, assim como o gado na fila do abatedouro, vamos caminhando na fila sem perceber a gravidades dos fatos e os agentes manipuladores que moldam e desmoldam nosso pensamento de acordo com as suas necessidades. Partidos políticos, imprensa, grande mídia. Ambos tentáculos que agem na surdina em prol de "fazer a sua cabeça" a favor do pensamento que apoiam.