O Tempo

Carrasco daqueles que mentem
Esclarecedor dos falsos relatos
Delator valente das plásticas
Do acaso, porém, um capacho,

Escondendo-se além dos ponteiros
Se esgueirando aquém do riacho
Agindo sob escolta invisível
Na largura farta do espaço;

Atuando como um traidor,
Um inimigo à beira do penhasco,
Pelas costas se move sorrateiro
Como um felino cruzando o telhado;

É o tempo um desafeto em comum
Devorador voraz de planos e saldos.

por Júnio Liberato

Compartilhe esse post:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Um poema emocionante sobre a vida no campo, o orgulho das raízes, o amor pelos animais, a família e as verdadeiras riquezas do interior.
Há histórias impossíveis que se vivem a sós, no silêncio de nossas mentes, sem que hajam meios de ganhar cor, vida e liberdade.
Meta descrição: Em um delicado diálogo entre um homem e um canarinho, este poema celebra a amizade, o poder da música e a esperança de um amor verdadeiro capaz de vencer a solidão.