Confesso que prefiro amar-te
Mesmo que haja raios ou trovões,
E a densa chuva que não cessa,
Junto ao vento a soprar os portões
Ponha-se a cair feito dilúvio
A arrastar sonhos e ilusões.
Prefiro sim, com meridiana certeza
Ainda que revoluções ocorram
E que heróis nasçam ou morram;
Mesmo com o mundo se acabando,
Enquanto a vida acontece, ligeira
Mês a mês, ano após ano.
Enquanto as pessoas divagam,
Nascem e padeçam pelo caminho
Prefiro intensamente amar-te,
Feito a mãe que se doa a um filho
Fazer deste sentir minha sina
Meu ponto de partida e início.
Prefiro, com todas as minhas forças,
Ter em mim, do amor a presença
A manter fervorosa e acesa
A ânsia de viver tão intensa
Sendo que, quando há motivo
Não há no ato dor ou sentença.
por Júnio Liberato