“Conheçe-te A Ti Mesmo”

Com água na boca provei no dicionário da vida
Um cardápio infindo de amargas palavras
Decepções e marcas de todos os tipos
Entre as doces nuances de uma vida falsa.

É preciso ter muita coragem para se enfrentar
Caso contrário, vai se perdendo o controle dos freios
Como um trem qualquer desgovernado
Passando a crer que os fins sempre justificarão os meios.

Face a face contigo mesmo
No espelho trincado dos seus olhos
Em meio às retinas e o brilho ofuscado
Note os sonhos deixados que vieram a óbito.

Dar um basta nos erros pode ser complicado.
Todos desejam ter paz, mas buscam meios indevidos
O mundo é uma armadilha, é preciso cuidado
Mesmo que possa parecer quase impossível.

Hoje, já sem aquele paladar aguçado
Ainda recuso os pratos que me oferecem
Pois descobri que o remorso e a solidão
São companheiras fiéis daqueles que se desconhecem.

por Júnio Liberato

Compartilhe esse post:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Um poema emocionante sobre a vida no campo, o orgulho das raízes, o amor pelos animais, a família e as verdadeiras riquezas do interior.
Há histórias impossíveis que se vivem a sós, no silêncio de nossas mentes, sem que hajam meios de ganhar cor, vida e liberdade.
Meta descrição: Em um delicado diálogo entre um homem e um canarinho, este poema celebra a amizade, o poder da música e a esperança de um amor verdadeiro capaz de vencer a solidão.